Crítica: About Time – Questão de Tempo

Olá queridos! Essa última semana foi de tristeza pro mundo inteiro, fatalidade atrás de fatalidade e fico impressionada em como a cada dia que passa o ser humano perde mais a noção, perde mais o respeito, a empatia e o limite.  Qual a dificuldade das pessoas se colocarem no lugar do outro? Estão matando apenas pra terem o prazer de ver cair e por mais ódio que exista nesse mundo, ainda acredito que o amor prevalece se colocarmos os dois em uma balança. Bom, depois desse breve desabafo, venho indicar mais um filme pra vocês, um filme que vai além do romance clichê do cinema. Apresento: About Time (Questão de tempo).

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O longa conta a história de Tim (Domhnall Gleeson), que recebe do seu pai (Bill Nighy) ao completar 21 anos, a noticia de que pode viajar no passado, sendo necessário apenas estar em um local escuro e pensar na época que quer ir, lógico que nada é tão lindo quanto parece, então esse dom dele terá algumas consequências. Quem me recomendou esse filme foi o serumaninho mais puro de coração que eu já conheci na vida, Claudio Leal. Aliás, ele foi um dos presentes que a vida me trouxe, mas que infelizmente não pôde permanecer comigo por mais tempo.

Demorei bastante pra conseguir assistir, pois me fazia ter lembranças que eu ainda não estava preparada, enfim consegui e chorei litros, como se não houvesse amanhã. About time faz a gente se sentir parte da trama, você pega amor pelos personagens e começa a tentar entender o que se passa na cabeça deles, é incrível. Ele se torna bem mais que uma história de amor, mas uma lição de vida e fico me questionando o tempo inteiro, o que eu faria no lugar de Tim? Por quem eu voltaria no tempo? Por qual motivo?

São 123 minutos de duração que oferecem fotografias maravilhosas e uma trilha sonora impecável, variando entre o sons de The Killers, Dolly Parton, The Cure, Amy Winehouse, Jimmy Fontana e muitos outros . Falando mais sobre a história do filme, Tim usa esse dom pra conquistar a garota dos seus sonhos, ele é o típico cara romântico incorrigível, sempre teve o desejo de viver um grande amor, quando conhece Mary, a vida dele parece transformar, porém alguns acontecimentos fazem com que ele precise voltar ao passado pra tentar conquistá-la de novo. As tentativas dele foram tantas e tão ruins que eu acabei torcendo loucamente pra dar certo logo, eles formam um casal absurdamente lindo.

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Apesar de o enredo ser baseado no romance dos dois, houve uma cena em especifico que me conquistou profundamente, pois Tim precisa tomar uma decisão super difícil e dolorosa (que não irei contar) e que faz ele abrir mão de algo importante (esse parágrafo não falou nada com nada, mas é pra deixar um mistério haha). É isso, coloquei na listinha dos amores do cinema e espero que vocês assistam e me contem que estão apaixonados como eu.

Beijos, Ca

Crítica: The Returned ♥

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Já pensou qual seria sua reação se um parente que morreu a anos atrás retornasse a vida como se nada tivesse acontecido? Pois é, esse é o foco principal da série The Returned exibida pela Netflix. A série é uma versão americana de Les Revenants, versão francesa lançada em 2012 e tem episódios semanais, puro amor no coração.

Tudo acontece em uma pequena cidade, no qual diversas pessoas que faleceram, voltam sem envelhecerem um ano sequer, sendo assim tentam seguir suas vidas normalmente, mas como nada está como antes, isso acaba ficando extremamente complicado.

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Cada episódio tem um nome de um personagem e consequentemente a trama é direcionada a ele, ou seja, é possível saber quando, onde e como aconteceu a morte. O que acho mais interessante é a forma como os habitantes da cidade lidam com esses retornos repentinos, são várias reações, alguns acham milagre e agem como se tudo fosse algo absolutamente natural, eu acho que surtaria em um nível louco.

Pela Netflix a série está no oitavo episódio, então bora assistir que dá tempo de acompanhar. Na minha opinião o começo é um pouco confuso, até pensei em parar de ver, mas não faça isso, persista porque tudo fica maravilhoso depois, você vicia e passa a contar os segundos para sair o próximo ep. Quando tiverem uma ideia formada sobre The Returned, digam o que acharam 

Beijos, Ca

Netflix e Popcorn Time

Filmes e seriados são os melhores vícios que podemos ter na vida, ainda mais quando temos conta no Netflix ou baixamos o Popcorn Time. Pra quem não sabe do que estou falando, eu explico agora pra vocês, Netflix é uma empresa que oferece serviços online com programações de televisão, o melhor de tudo é que cobram uma taxa mínima de aproximadamente 18 reais por mês e você tem conteúdo por muito tempo. Já o Popcorn Time tem a mesma função, porém é de graça e sempre tem lançamentos, a diferença é que você baixa pra que o aplicativo fique instalado no seu computador, maravilhoso não é? Então deixo alguns filmes que vocês encontram em ambos:


The Theory of Everything (2014)

A Teoria de tudo é um dos filmes mais sensíveis que assisti na vida, ele tem um combo de itens necessários que uma trama precisa pra ser excelente, tem bons atores, boa fotografia, ótima seleção de canções para a trilha sonora, baseada em fatos reais com uma interpretação inacreditável do Eddie Redmayne e muito mais. A direção feita por James Marsh não poderia ter sido melhor, de verdade, a maneira como ele conta a história do grande Stephen Hawking é encantadora. O filme foi indicado ao Oscar 2015 e ganhou um dos prêmios, vocês conseguem encontrar no Popcorn Time.


Walk of Shame (2014)

De Mal a Pior é estrelado pela atriz Elizabeth Banks, aquela moça de peruca rosa de Jogos Vorazes sabem? Pois é, só que neste filme a personagem está bem mais descontraída, a comédia foi bem apresentada, a história consegue te prender do inicio ao fim. Pensem em uma jornalista vagando por Los Angeles com ressaca, sem carro, com algumas perdas de memória e usando um vestido no qual todo mundo acredita que ela seja prostituta, pensaram? agora falta assistir no Netflix.


Enfim meus lindos, dei duas dicas de filmes, mas se entrarem em um dos dois poderão achar um monte de novidades e gêneros diferentes, então acessem o Netflix ou baixem o Popcorn Time

Espero que tenham curtido
Beijos, Ca.

 

Crítica: Mary e Martha: Unidas Pela Esperança

Sabe aqueles dias que você está ligada nos 220V e não consegue dormir de jeito nenhum? Pois é, isso aconteceu comigo nessa madrugada, na maioria das vezes que isso ocorre, busco filmes ou séries para assistir e foi assim que achei “Mary and Martha” no netflix (meu amor ).



É impressionante como o filme me prendeu, embora seja uma ficção do roteirista Richard Curtis, a trama trás fatos e cenas bem comuns para a realidade da África do Sul e até mesmo no nosso país. Bom, Mary (Hilary Swank) é uma mulher bem sucedida na área de designer e a grande quantidade de trabalho unida com a falta de tempo impede que Mary analise as coisas que acontecem com seu filho George (Lux Haney-Jardine), o garoto sofre bullying, mas a mãe só fica sabendo através de uma colega e é por esse fator que resolve tirar o menino do colégio e dar aulas a ele, assim leva o garoto para África do Sul com o objetivo de fazer George interagir com outro mundo e cultura.



Já Martha (Blenda Blethyn) tem uma vida bem diferente de Mary, não possui as mesmas condições, mas é feliz e orgulhosa de seu filho Ben (Sam Claftin), Ben tem 24 anos e muitos sonhos, ele vira voluntário em um orfanato na mesma região onde estão hospedados Mary e George, um detalhe muito importante é que ambas famílias não se conhecem. O que me deixou apaixonada nesse enredo é a questão de que são pessoas com ideais diferentes, porém foram unidas por um mesmo motivo, uma tragédia no caso, tanto o filho de uma quanto da outra morreram de Malária, depois desse ocorrido, a história fica baseada na constante luta por mais atenção do governo em relação a doença que mata tanta gente até hoje, as americanas lutam para que diminua a quantidade de mães que perdem seus filhos e passam pelo mesmo sofrimento.


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Enfim, sou suspeita pra falar dos personagens, gosto da Hilary Swank desde de “PS. I Love You” e depois ela arrasa na interpretação que fez em “Conviction” (que gerou muitas polêmicas por sinal), tem também o Sam Claftin conhecido por sua atuação em “Jogos Vorazes”, o tal galã do Distrito 13 sabem? E os demais que tiveram bons filmes, mas que não me marcaram tanto. “Mary and Martha” de alguma forma me fez amadurecer intelectualmente e curto muito isso, gosto de tramas que fazem eu refletir, nesse caso me fez pensar o quanto somos fúteis as vezes (quase sempre), nos preocupamos tanto com o material, com nosso próprio umbigo, mas enquanto estamos nessa individualidade sem fim, tem gente no mundo todo precisando de ajuda, não precisamos ir na África do Sul pra encontrar problemas, só que se não fazemos o mínimo pra pessoas daqui, quem dirá pra fora. Então recomendo muito que vejam, analisem, repensem nas atitudes diárias. É isso, logo indico mais, até a próxima.

 Beijos, Ca!